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Por que se exercitar?

  • Lucas Bigogno
  • 19 de jun. de 2024
  • 4 min de leitura

Já percebeu que em muitos casos somos levados a realizar uma atividade física somente quando a saúde corporal já se encontra degradada? Quando nos percebemos sedentários, com dores nas articulações e possivelmente acima do peso, corremos logo para a academia como se na manhã seguinte a nossa vida já estará mudada. Por que a ansiedade de resultados rápidos quanto ao emagrecimento, se o ganho de poso ocorreu de modo gradual e quase imperceptível? Muito mais do que soluções, como remédios, cirurgias e, até mesmo, academias, a principal coisa a ser feita é uma reflexão. Como assim? 


A princípio, parece estranho, que o almejado emagrecimento ou um melhor condicionamento físico comece pela reflexão. Aqui não quero puxar sardinha para a filosofia, mas sem um bom porquê das nossas atitudes, será impossível que nossos hábitos se transformem em resultados. Já pensou sobre a sua alimentação na hora do almoço? O porquê de comer aquela quantidade de arroz, feijão, macarrão e bife? Muitas das vezes sem salada e quase sempre acompanhada por um refrigerante. 


Bom, a priori, são muitos questionamentos e você pode se perguntar, para que pensar nisso tudo se o meu objetivo é somente perder peso? Primeiramente os questionamentos não se findaram ainda. Mas, começar uma faculdade, trabalhar, fazer um certo curso técnico, realizar uma prova de concurso público e não saber o porquê de tal empreitada, talvez seja um passo perigoso. Acredito que a inscrição numa determinada faculdade seja o espelho ou intendo de se realizar enquanto pessoa numa determinada carreira profissional. Ao entrar num emprego novo, tenham em si, o objetivo de maior independência em relação aos pais, poder exercer o se poder de compra, realizar sonhos financeiros.  


Para todo começo, carregamos histórias de quem nós somos e de quem queremos ser, por que na atividade física seria diferente? Se nos encontramos acima do peso, essa é a história de quem somos até aquele instante, ao passo que começando a realização da atividade física está no horizonte o objetivo de quem queremos ser. Então, para que os novos hábitos sejam mais do que simples começos sem resultados, ou resultados breves, é fundamental que os questionamentos sejam respondidos: Por que emagrecer, o que você quer, quem é você, qual o seu objetivo?  


Esses questionamentos, por mais irrelevante que pareça, são fundamentais para um começo sem fim. Se você não sabe aonde quer chegar e o porquê de estar indo nessa direção, por que começar? Não gaste tempo e energia com objetivo fugazes. Valorize seu tempo.  

 

Vamos imaginar uma situação: na maioria das vezes as pessoas são levadas a academia com intuito de emagrecer por estarem muito acima do peso. E identificam esse sobrepeso por se compararem com outras pessoas ou pela própria aparência envelhecida do corpo. Esses fatos, em muitos casos, andam juntos. A primeira semana, o primeiro mês e o primeiro ano passam, mas pouco são os resultados aparentes. Ué o que ocorreu? Bom, vamos ver sua alimentação? Essa mesma pessoa começou a ter uma vida superativa na academia e com um elevado gasto calórico, mas em contrapartida continuou a frequentar os mesmos bares e restaurantes, sempre lanchava quando saia. Não buscou melhorar o outro lado da moeda, a alimentação.  


Tanto atividade física, como alimentação são fatores importantes para quem busca o emagrecimento ou uma vida mais saudável, que devem andar juntos. Mas é só comer salada, não. Pois a alimentação está muito mais ligada sobre os nossos impulsos comportamentais do que a um simples legume. E no dia triste, irá comer salada ou aquele chocolate escondido. Quando a mulher brigar com você ou para a mulher, no dia da menstruação, o chocolate sempre será a saída? 


Voltemos a pergunta: quem é você? Para onde que ir? Se esses fatos não forem claros, será impossível chegarmos à análise dos hábitos que detonam sua dieta e possivelmente sua vida. Estará mais longe ainda de uma evolução mental sobre você mesmo e o seu corpo. Faça uma reflexão e se coloque em primeira pessoa, avalie toda a sua trajetória até aqui e se questione: Fui camelo, leão ou uma criança? Pode pensar, esse homem viajou (risos).  


Deixe-me explicar, segundo Nietzsche, filosofo alemão do século XX, durante a vida podemos nos caracterizar sobre essas três imagens. Sermos camelos, por aceitarmos os fartos impostos a nós, caminhando grande distância na resiliência da sequidão; leões, quando nos deparamos diante daqueles que nos aprisionava como carregadores de seus fardos e almejamos devorá-los com toda a força, não suportando a simples presença deles; ou uma criança, que constrói um castelo de areia na praia e logo em seguida a onda o destrói, e simplesmente ela dá um passo atras e constrói novamente.  


O que isso tem a ver com você? Somente essa pessoa que está lendo pode responder. A criança simboliza a simplicidade e aceitação que a vida é imperfeita e contra fatos não há com o que se praguejar. Destruiu, ok. Construo novamente. O que não muda é a figura do eu. Somente após muito aprendizado e reflexão, passaremos a valorizar mais quem somos do que quem as pessoas querem que sejamos. Seja uma criança, mas seja você mesmo. Sendo você, seus objetivos estarão claros e inabaláveis. Não haverá desculpas para burlar uma dieta, não haverá chuva para impedir uma caminhada, não haverá notícia ruim para comer um chocolate e não haverá motivo nenhum para deixar de ser quem você é.  


Pense sobre isso, a atividade física não é um descolamento de quem você é. Cansar o corpo é descansar a mente. Mente e corpo são um complemento e não coisas antagônicas. Um bom pensador é uma pessoa ativa fisicamente. Nos próximos textos pretendo trazer subsídios científicos e estudos sobre atividade física e hábitos.

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Lucas Bigogno

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